Saudades de quando eu só tinha ciúmes dos meus brinquedos.
A vontade que eu tenho é de largar tudo e ir aí, ir aí te ver, te sentir, te entender, rir. Ir aí e te levar pra passear, pegar uma mala e encher de roupas tuas e sair pra longe, pra um canto que ninguém nunca nos encontre, que ninguém jamais saiba de notícias nossas. Que seja eu e você e mais ninguém. Sem problemas, preocupações, só felicidade, amor, risos, essas coisas assim…Mas sem ninguém pra atrapalhar. Como se todo o dia fosse o primeiro de muitos, de tantos, de anos, de séculos, de nós (>3)
“
- Alô?
- Oi.
- Fala.
- Tava dormindo?
- Não, tava treinando pra morrer.
- Deixa de ser besta, fala direito comigo.
- Tô falando esquerdo?
- Haha, tá engraçadinha.
- Sempre fui. O que você quer?
- Queria ouvir sua voz.
- Boa, sabe aquela do não - nem eu?
- Não.
- Nem eu.
- Viu, tá muito engraçadinha, tá merecendo castigo.
- E você tá merecendo uma boa dose de sono.
- Tô precisando é de uma dose de você.
- Senhor galantiador, eu preciso dormir.
- Não precisa nada, você gosta.
- De que?
- De mim.
- Gosto.
- Só gosta?
- Não.
- Não gosta?
- Gosto (risos)
- Você tá me deixando confuso.
- Você é confuso.
- Você que me deixa confuso.
- Não tenho culpa se você me ama.
- Não tenho culpa por te amar.
- Me deixa dormir?
- Eu te amo, sabia?
- Sabia, agora… eu já posso dormir?
- É só desligar, ué.
- Desliga você.
- Desliga tu.
- É pra eu desligar? Eu desligo numa boa.
- Não, para… Conversa comigo.
- Não pode ser depois?
- Não, quero conversar com você agora.
- Você é chato.
- Sou.
- É irritante.
- Sou.
- É besta.
- Sou.
- É meu.
- Pra sempre.
—
Beatriz (via
23-32pm)
(via 23-32pm)